Você, inquilino ou condômino, já deve ter alguma vez recebido o boleto com a taxa de condomínio e se perguntado: Por que o valor é tão alto? Não poderia ser menor? Por incrível que pareça, a resposta na maioria das vezes é que sim, a sua taxa de condomínio poderia ser menor, mas nem toda redução depende do síndico.

A verdade é que nos acostumamos com a figura de um síndico para lidar com todas as situações do condomínio. Se a conta de água ou de luz veio alta, se o elevador deu defeito ou se o número de inadimplentes cresceu, quem contabiliza e luta para fechar a conta é o síndico, não a gente. Porém, reduzir as contas depende do comportamento de todos os condôminos, por exemplo, no consumo de água, quando está é comum ao condomínio inteiro.

Uma boa solução é começarmos a pensar no condomínio todo como se fosse apenas a nossa casa, o nosso apartamento, a nossa unidade. Se a conta de água está pesando no orçamento, todos os membros da família deverão economizar. Se ninguém economiza, a taxa de água continua alta na sua casa. No condomínio, se todos os moradores e também o síndico fizerem sua parte, a taxa de condomínio pode sim, diminuir.

Como então, juntos, podemos diminuir a taxa de condomínio? 

Muitos condomínios já tomaram medidas como individualizar a taxa de água, tornando justo o valor pago por cada morador. Trocar todas as lâmpadas pelas de LED que são mais econômicas é outra ação importante. Ainda falando sobre economizar energia, a instalação de sensores pode ser um custo agora, mas a longo prazo é um investimento. O uso da energia só deve ser acionado quando necessário.

Para cortar gastos, o síndico pode tomar atitudes conscientes e os moradores devem participar desse processo e também sugerir novas medidas. Por exemplo:

  • Energia; Iluminação:

Substituir as lâmpadas pelos modelos LED pode levar o condomínio a uma economia de até 40% em sua conta de luz. Além disso, deve ser feita a instalação de sensores que acendam as luzes apenas na presença de alguém. Para áreas comuns, uma rigorosa fiscalização para garantir que as luzes sejam desligadas após o encerramento de suas atividades, é essencial.

  • Água; Piscinas: 

Você sabia que as despesas com água podem chegar até 15% dos gastos do condomínio? Por essa razão é importante que qualquer tipo de vazamento seja observado. Todo mundo já ouviu falar que a limpeza deve ser feita com pano e balde mas ainda tem condomínios que fazem uso de mangueira.

Limpeza é bom, mas só se for necessário. Nem toda área comum precisa de limpeza diária. Tente reduzir essa frequência no seu condomínio e o resultado será gratificante.

  • Manutenção de equipamentos: 

Este item merece muito cuidado, exemplo: um condomínio que optou por uma empresa mais barata para manutenção dos elevadores. Essa ação resultou em prejuízo e até renúncia do síndico. Agora imagina algumas medidas de economia que são adotadas por algumas gestões onde essa manutenção é simplesmente cortada. Trocar peças é mais caro que conservá-las, mantenha esse serviço em dia.

  • Pagamento de funcionários: 

Uma boa gestão de funcionários pode diminuir os gastos do condomínio. Horas extras, 13º salário, FGTS, INSS, PIS, vale transporte, folgas, férias, salários e dissídio anual podem representar até 65% dos gastos do condomínio. Otimize as funções dos profissionais ou considere contratar uma empresa terceirizada.

  • Inadimplência: 

Esse é o principal fator que pode levar a taxa de condomínio a aumentar. Quando um condômino falha com o pagamento, significa que, em casos mais graves de inadimplência, a taxa precisará aumentar para que os condôminos ativos fechem a conta. Combater a inadimplência é fundamental para diminuir a taxa de condomínio.

Agora é hora de trabalhar em grupo. Se você é síndico ou condômino, espalhe essa mensagem. A vida financeira saudável de um condomínio significa preço justo e qualidade de vida.

Até a próxima!

Fonte: União Social